sexta-feira, maio 21, 2004

Maduro Maio

Eis-me de volta à postagem. Para gáudio de alguns ou para tristeza de muitos, resolvi hoje meter mãos à obra e alinhavar mais uns quantos ditos sem-graça, muito pseudo, muito verborreicos. Hoje vou falar um pouco do último filme que vi, "Os Sonhadores" de Bertolucci. O filme trata essencialmente das estranhas relações entre dois irmãos siameses (ò Vanitas, o gajo é o Mariani dos Juncos Silvestres!!). Sendo assim, vou percebendo em parte o que se passava na cabeça daquela moça de boina (e não só) vermelha!!) e um terceiro elemento, "um americano em Paris", por alturas do Maio de 68.
Não sei se a intenção do realizador seria dar alguma perspectiva que seja sobre esse belo acontecimento (permitam-me este juizo de valor tão proibido ao critico isento, mas tão necessário a quem gosta de gostar das coisas), mas o Maio de 68 funciona apenas como pano de fundo para a tessitura de toques, sentimentos e sexo que se vai construindo ao longo do filme. Qualquer outro acontecimento conturbado seria passível de ser abordado do mesmo modo, porque a construção do enredo do filme se faz a partir do interior das personagens, de dentro para fora (quem viu o filme, por favor não tente ver nisto um duplo sentido!!) e não do exterior. Paralelamente a toda a relação sentimental e sexual que se vai estabelecendo entre as personagens, estabelece-se também uma relação entre os três vértices do triângulo e o cinema, quase como se este funcionasse como centro à volta do qual se relacionam os membros desta tríade. É o código cinematográfico que começa por unir os dois irmãos e Matthew. "Os Sonhadores" talvez aponte (penso eu agora no rescaldo) para um paralelismo entre o tipo de relações sentimentais de carácter incestuoso que se vão criando entre os dois irmãos, e a utopia que subjaz a todo o ideal revolucionário. Ambas resultam uma relutância em crescer, mas a recusa de abandonar a idade juvenil em favor da idade adulta não deve ser, neste caso, entendida como um ato imaturo, mas conscientemente pensado. É, no entanto, um modo de vida que não consegue estabelecer-se plenamente. Talvez porque aceitação desse ideal como forma instituicionalidade de vida implique sempre um statu quo que não se coaduna ao sonho. Talvez porque para sonhar seja preciso manter uma certa ingenuidade própria de uma certa imaturidade.

terça-feira, maio 18, 2004

segunda-feira, maio 17, 2004

arejando a casa

Hoje armei-me em dona-de-casa bloguistica e resolvi dar uma remodelação a nossa casa. Espero que gostem do novo espaço de Venialia. A partir de agora, os nossos críticos já podem participar enviando os seus comentários. Ficamos à espera

sábado, maio 08, 2004

desenhando uma futura desgraça:

Porque será que mesmo antevendo o precipicio, caminhamos para a queda como se um grande amor nos esperasse no horizonte?

quarta-feira, maio 05, 2004

adenda

Ontem esqueci-me dos covilhetes!! e dos filetes de polvo com arroz do mesmo!

Uma data muito especial




Parabéns a você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos séculos de vida

hoje é dia de festa
canta a minha alma
para o rei Dom João II
uma salva de palmas!

Algo está podre no reino de venialia

É nestas horas da noite, após um angustiante dia de preocupações ontológicas, que revisitando os meus posts antigos me apercebo de uma coisa terrível. Ousarei eu partilhar convosco essa ignomínia que acabo de constatar? Pois bem, confio na vossa amizade e apoio, e na certeza de ter um ombro amigo na altura de derramar as lágrimas eu anuncio: Ainda não escrevi nada sobre comida!!!! Como é possivel? Como pude eu esquecer durante a curta vida deste blog as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, o empadão de carne, as francesinhas, as postas à mirandesa, cabrito assado no forno com acompanhamento,vinha d'alhos, o arroz de pato com laranja, a caldeirada de borrego, as sardinhas assadas (nem falei do meu épico almoço em Setúbal: apouca os feitos de Aquiles e Eneias juntos!!), o chouriço assado com pimentos, os pimentos sozinhos, uma salada de tomate e alface com queijo fresco, o pão com manteiga logo de manhã, o pão molhado no azeite de fritar os bifes, os bifes, o azeite, as batatas cozidas com pele, os laços com molho de camarão e natas do Zé, os bifes com cogumelos da Susana, o arroz de lulas da Joana!!! E para não falar do reino dos doces: do leite condensado cozido, do chifon de chocolate do Zé, do bolo de laranja da minha tia, dos bolinhos de aniz que nunca mais comi, mas que jamais esquecerei, de mousse de chocolate, de marmelada, de gelados astronómicos (no tamanho e no preço), das bolachas apfelstrudel da Dan Cake ( o meu ultimo vício), das joaninhas, de natas, de quindins, de charlottes de morango, tartes de cereja da Figueira da Foz, tartes de limão da minha tia e tartes de maçã e de queijo de todo o lado!!! Enfim.... poderia prosseguir ad infinitum, e tornar o infinito possivel em acto, ehehe. Mas vou terminar, num hino de amor e alegria, pois movida deste sentimento evangélico, quero ir para a cama com dois queques de chocolate na mão e sonhar noite fora com a Meca dos meu estômago: O Pucarinho!!!

terça-feira, maio 04, 2004

Recordando um certo sábado:

Haverá um mundo para além dos teus olhos?
Haverá uma vida para além dos teus braços?

E se os há, valerão a pena?

Há gajos que deviam ser nacionalizados!!!!