encaixotada
confesso que estou só a experimentar a novidade deste meio de expressão tão moderno a que me alheava insistentemente!...mas estava a pensar...
estou sentada de frente para uma janela, a uma hora em que normalmente tudo à nossa volta se torna confortavelmente apaziguador mas...
nada mais consolador do que o candeeiro que está pendurado mesmo em cima da minha cabeça, e que existe bem real na superfície do vidro e uma jarra de flores amarelas (das minhas preferidas, parecem malmequeres a quem alguém se deu ao trabalho de enrolar cada pétala) que nem sequer vejo reflectida: são os meus olhos que regressam deseperados (estou a ser dramática, pronto), desconsolados com o embate numa massa incaracterística a que se reduz a bela da paisagem!
não percebo...tanta sofisticação, ele é a tecnologia de ponta, a fibra digital, ele é a viagem virtual, a videoconferência...e a terra, a bem dita terra a que se volta sempre, no mater what, tá cada vez pior (sendo que terra é a variável em questão!)
pronto, era só para experimentar, mas insisto ainda...está tudo cada vez mais cinzento à nossa volta, são cenários homogéneos, seriais e mal amados


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